O poder da comunicação olho no olho

A comunicação interpessoal cara a cara não morreu. Está viva em todos os lugares, apesar e, graças a Deus, não dependermos somente dela.

Por Sara Manera

Inegavelmente a comunicação online, possível através da internet, em sites, e-mails, aplicativos, redes sociais, fóruns, etc é uma força gigantesca. É a nossa realidade ou, pelo menos, da maioria de nós. Agilizou e revolucionou a maneira de nos relacionarmos no mundo. Inquestionável! Porém, a comunicação passa pelo off line. A comunicação interpessoal cara a cara não morreu. Está viva em todos os lugares, apesar e, graças a Deus, não dependermos somente dela.

Minha mãe apelidou a mim e a meu irmão de “dedinho nervoso”, porque estamos (nem sempre) nos comunicando pelo celular. Tive que dizer a ela: Essa é a realidade. Estou trabalhando, falando com o amigo que está longe, vendo as últimas notícias. Não tem volta, mas tem bom senso. Parei pra pensar sobre a crítica e senti, que apesar de nos vangloriamos do mundo online, a comunicação off-line é super poderosa.

Um dos trabalhos de milhões de empresas de comunicação mundo a fora é, justamente, estreitar estes laços. O olho no olho, o tom da voz, a forma de se expressar são pontos muito importantes e impactam na hora de comunicar. Seja o que for. No meu trabalho, um dos grandes objetivos é colocar o cliente e o jornalista frente a frente. É promover um encontro onde a comunicação seja direta, onde o timing entre pergunta e resposta seja curtíssimo, onde os mal entendidos possam ser esclarecidos e a informação passada em profundidade, com detalhes. Este contato direto vale muito. O que seria do vendedor, do consultor, do médico sem o contato direto?

Anos atrás durante um momento problemático para um cliente, onde a empresa passava por um reposicionamento de mercado, foi essencial para o sucesso que o seu representante fosse, pessoalmente, falar com alguns jornalistas. Logicamente, todas as informações também foram passadas por email e telefone por nós da assessoria, mas se o dono da empresa não tivesse tido a abertura para trocar informações, de conversar com cada jornalista, sem sombra de dúvidas o resultado não teria sido tão positivo. Pelo simples fato de a comunicação também ter sido feita presencialmente.

No fim, nós todos somos passíveis de sermos conquistados e conquistar. Digo isso no sentido mais dignificante, não como um subterfúgio ou para tirar vantagem, mas porque somos pessoas, que sentem. O nosso mundo digital só funciona se houver uma conversa cara a cara.

 
Sara Manera é jornalista com MBA em Gestão de Projetos pelo Senai-Cimatec. Escreve para o blog às sextas-feiras.