Primeiro arrumar a casa para depois expandir a comunicação

Embora a comunicação interna seja imprescindível para o desenvolvimento das organizações, ainda é pouco valorizada dentro das empresas. Mas não seria o público interno o coração de qualquer negócio? Como diz o ditado, a “rádio peão” tem o poder de mudar o rumo de corporações e funcionários, e já gerou crises de altas proporções!

Por Katja Polisseni

Embora a comunicação interna seja imprescindível para o desenvolvimento das organizações, ainda é pouco valorizada ou deixada no âmbito dos Recursos Humanos, ou por conta dos responsáveis por cada setor, muitas vezes limitando-se ao conceito informacional, sem levar em conta a interação entre os diversos públicos de dentro da empresa. A falta de uma real percepção deste processo leva as corporações a deixarem de investir na comunicação com o público interno, o coração de qualquer negócio. Afinal, como diz o ditado, a “rádio peão” tem o poder de mudar o rumo de corporações e funcionários, e já gerou crises de altas proporções.

Atualmente, a visão funcionalista da comunicação foi substituída e a Comunicação Interna é entendida como um processo. Essa perspectiva tem se mostrado como o melhor caminho a ser trilhado, seja por grandes, médias ou pequenas corporações. Com esta visão, a Comunicação Interna deixa de ser vista como uma ferramenta e entendida como um processo que incita as pessoas a explorarem suas potencialidades e a desafiarem-se, o que contribui para que seja criado um sentimento de pertencimento à empresa.

O cerne da Comunicação Interna é mostrar aos funcionários o quão importante eles são naquele universo. Para que isso seja feito é fundamental conhecer o perfil do público interno, o que é feito em parceria pela área de comunicação, ou assessoria de comunicação e a área de Recursos Humanos.

Mas o que o empresário ganha com o investimento em Comunicação Interna? Bem, se for executado um Plano de Comunicação que proporcione um fluxo efetivo de comunicação dentro da empresa, eliminando ruídos e garantindo o equilíbrio entre os interesses da organização e de seus diversos públicos, o retorno se materializará em uma equipe motivada, um clima organizacional favorável e na otimização de processos.

Uma vez sistematizada a Comunicação Interna e transformada em um processo fluido e eficaz, pode-se considerar a casa arrumada. Desta forma, uma empresa com perfil mais humano, interativo e relacional, com maior sentido para os funcionários, pode-se e deve implementar o próximo passo a Comunicação Externa, com os demais públicos da empresa, formatada em consonância com os objetivos de seu Plano de Negócio.

Katja Polisseni é jornalista com mais de 20 anos de atuação, especialista em Comunicação Estratégica – Gestão de Marcas. Escreve para o blog às quartas-feiras.